quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fora que quadro, Dentro de mim


não há fotos que atingem
meus sentimentos,
meus pensamento
registram a cada momento
da minha existem a sua,
seu sorriso tento segurar
a cada tempo exposto
na abertura de seus segredos
revelados no meu toque
a toda vez que você aparece
entendo porque queimo
em tempos congelados
uma bela vida com você.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mofo sem parede


Penso que falta um pouco de caridade da razão,
nunca consegui dirigir minhas ações perto de uma forma ideal,
é estranho ver o quanto aprendi a fugir, a construir uma vida,
impessoal, cheia de pessoas ,sem muitas escolhas, é tão importante escolher,
mas o que veio antes em mim é tão forte,
a se eu pudesse escolher,
mas percebo que se eu tivesse a liberdade que queria,
não saberia ao certo o que fazer,
alem de caminhar e olhar,
lugares sagrados ou um jardim encantado,
assim protesto contra as tiranias que procuram,
diminuir nossas virtudes ,
dizendo que só não conseguimos,
resistir aos desejos que nos são fortes,
tento acabar com esse pudor ridículo,
grandes livros coloridos,
para ver, mas na se lê,
grandes paginas de cores para recordar mais tarde,
falar do passado é belo,
porque é inútil e faz tanta pena,
um verdadeiro delírio ,
que é daquela nossa verdade,
cores,sombras,imagens,
surgiam dolorosamente,
mas havia os mergulhos inconscientes de nostalgia.

domingo, 10 de maio de 2009

Amarrado

Subjetividade morta,
Na individualidade viva,
Dentro de instituições,
Que defecam desejos,
Discursos positivistas,
Sem territórios,sem recusa,
Sem descontrole,
Sem lugar para ser sujeito,
Tenho incapacidade ,
para imaginar no vazio,
e capacidade para odiar,
deslembranças,
desafetos,
despedidas
e toda falta de tesão

quarta-feira, 11 de março de 2009

CONSERVAS

Não é difícil vê-las,
são feixes de longas folhas verdes
que teimam em acompanhar as linhas dos trens,
como a esperança que brota do abandono.
Estão nos quintais sem cerca,
nas ruas de pouco trânsito,
nos fundos preguiçosos dos quintais doces.
Folha que a um só tempo é rebeldia e doçura,
remédio dos despossuídos
ervas teimosas
por mais que as pesadas rodas de ferro decepem,
por mais que o sol seque,
pode peerder a cor, mas, se fervida,
não perdem o gosto
CONSE-ERVA O BEM-TI-VI

sábado, 7 de março de 2009

Sete Errantes



Era uma vez
Que não me fez desejar mais
Um desdenho antigo de desenhos velhos
Um amigo antigo que deixou saudades
E que me fez rever conceitos e aprender a viver de verdade
Sentir o verdadeiro sentimento que tem a viver
Com ou sem lembranças, o natural, espontâneo
Espontaneidade feita em pétalas de outrora
Pétalas escolhidas pelos sonhos
Lançadas ao leu, puta fina, puta doce
Doce vinho, gracioso deleite
Precioso verbo que me provoca sentimentos intensos
Que faz o meu eu encontrar novos mundos
Que faz o eu teu, te encontrar noutro mundo

terça-feira, 3 de março de 2009

TER (Mauro Iasi)


Queria tê-la
detê-la
retê-la
na tela pintá-la.

Queria tê-la
para dizer
tenho.

Não como guardada
em baús ou malas.
Não em pequenas peças
de memória ou saudade.

Queria tê-la
como o ar
que passa livre como o vento
que meu corpo quer guardar.

Tê-la assim para depois perdê-la.
De tão grande, tê-la aos poucos
devagar e insaciável.

Tê-la nos olhos
como uma ave
que segue seu vôo no céu
e na retina.

Tê-la como a praia
tem ao mar
como língua que volta a boca
depois de beijar

segunda-feira, 2 de março de 2009

Portas magicas



Eu não posso negar o que me tornei
Eu estou só emocionalmente desfeita
Não posso negar, não posso ser outra pessoa

Quando eu tentei encontrar palavras
Para descrever essa percepção absurda
Tentar resistir aos meus pensamentos
Mas eu não posso mentir
Perdendo a mim mesmo
Meu desejo eu não posso ter
Sem razão pra eu ser...
Eu não posso separar ou esconder de mim mesmo
Eu não sei o que eu devo ser
Eu desejo ser apenas aquilo que eu sou

Frequentemente eu tenho sonhado que eu não posso
esperar
Desfruntando do dom de meus erros
Como entao eu estou errado de novo, eu me confesso

Perdendo a mim mesmo
Meu desejo eu não posso ter
Sem razão pra eu ser...

(portishead) buena onda da/para nati