quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mofo sem parede


Penso que falta um pouco de caridade da razão,
nunca consegui dirigir minhas ações perto de uma forma ideal,
é estranho ver o quanto aprendi a fugir, a construir uma vida,
impessoal, cheia de pessoas ,sem muitas escolhas, é tão importante escolher,
mas o que veio antes em mim é tão forte,
a se eu pudesse escolher,
mas percebo que se eu tivesse a liberdade que queria,
não saberia ao certo o que fazer,
alem de caminhar e olhar,
lugares sagrados ou um jardim encantado,
assim protesto contra as tiranias que procuram,
diminuir nossas virtudes ,
dizendo que só não conseguimos,
resistir aos desejos que nos são fortes,
tento acabar com esse pudor ridículo,
grandes livros coloridos,
para ver, mas na se lê,
grandes paginas de cores para recordar mais tarde,
falar do passado é belo,
porque é inútil e faz tanta pena,
um verdadeiro delírio ,
que é daquela nossa verdade,
cores,sombras,imagens,
surgiam dolorosamente,
mas havia os mergulhos inconscientes de nostalgia.

domingo, 10 de maio de 2009

Amarrado

Subjetividade morta,
Na individualidade viva,
Dentro de instituições,
Que defecam desejos,
Discursos positivistas,
Sem territórios,sem recusa,
Sem descontrole,
Sem lugar para ser sujeito,
Tenho incapacidade ,
para imaginar no vazio,
e capacidade para odiar,
deslembranças,
desafetos,
despedidas
e toda falta de tesão

quarta-feira, 11 de março de 2009

CONSERVAS

Não é difícil vê-las,
são feixes de longas folhas verdes
que teimam em acompanhar as linhas dos trens,
como a esperança que brota do abandono.
Estão nos quintais sem cerca,
nas ruas de pouco trânsito,
nos fundos preguiçosos dos quintais doces.
Folha que a um só tempo é rebeldia e doçura,
remédio dos despossuídos
ervas teimosas
por mais que as pesadas rodas de ferro decepem,
por mais que o sol seque,
pode peerder a cor, mas, se fervida,
não perdem o gosto
CONSE-ERVA O BEM-TI-VI

sábado, 7 de março de 2009

Sete Errantes



Era uma vez
Que não me fez desejar mais
Um desdenho antigo de desenhos velhos
Um amigo antigo que deixou saudades
E que me fez rever conceitos e aprender a viver de verdade
Sentir o verdadeiro sentimento que tem a viver
Com ou sem lembranças, o natural, espontâneo
Espontaneidade feita em pétalas de outrora
Pétalas escolhidas pelos sonhos
Lançadas ao leu, puta fina, puta doce
Doce vinho, gracioso deleite
Precioso verbo que me provoca sentimentos intensos
Que faz o meu eu encontrar novos mundos
Que faz o eu teu, te encontrar noutro mundo

terça-feira, 3 de março de 2009

TER (Mauro Iasi)


Queria tê-la
detê-la
retê-la
na tela pintá-la.

Queria tê-la
para dizer
tenho.

Não como guardada
em baús ou malas.
Não em pequenas peças
de memória ou saudade.

Queria tê-la
como o ar
que passa livre como o vento
que meu corpo quer guardar.

Tê-la assim para depois perdê-la.
De tão grande, tê-la aos poucos
devagar e insaciável.

Tê-la nos olhos
como uma ave
que segue seu vôo no céu
e na retina.

Tê-la como a praia
tem ao mar
como língua que volta a boca
depois de beijar

segunda-feira, 2 de março de 2009

Portas magicas



Eu não posso negar o que me tornei
Eu estou só emocionalmente desfeita
Não posso negar, não posso ser outra pessoa

Quando eu tentei encontrar palavras
Para descrever essa percepção absurda
Tentar resistir aos meus pensamentos
Mas eu não posso mentir
Perdendo a mim mesmo
Meu desejo eu não posso ter
Sem razão pra eu ser...
Eu não posso separar ou esconder de mim mesmo
Eu não sei o que eu devo ser
Eu desejo ser apenas aquilo que eu sou

Frequentemente eu tenho sonhado que eu não posso
esperar
Desfruntando do dom de meus erros
Como entao eu estou errado de novo, eu me confesso

Perdendo a mim mesmo
Meu desejo eu não posso ter
Sem razão pra eu ser...

(portishead) buena onda da/para nati

domingo, 1 de março de 2009

Materia em Três



Acabo de retornar
do inferno azul arrogante
inescrupuloso
mais alcool, mais mofo, gozo
brotam os germes dos vermes
e das cinzas renascem um velho coração
ohh! mais um dia de surto
maconha, Sexo,Éter... o que?
Cogumelo Blue
ahh esse Karma so me faz delirar
delirar,Arruinar,Te matar
e morrendo de amor.... um pobre coracao partido
morto vivo em core, sabores e amores
odores de rancores... amor virginal
um cheiro...ar puro...sabor e suor
teu cheiro ada nao foi embora
entao arranco, desando, emplumado
sonhando...e acordo...é o fim...o final

sábado, 28 de fevereiro de 2009

bolso de flores


Bolso de flores

Volto a sair andando para me encontrar ti olhando ao outro lado da rua ,para roubar flores, luz de vidas violeta, amarela e protegê-las em secas mãos ate a esquina virar e perder meus olhos na existência de sua partida e elas no bolso guardar ate entrar em casa e respirar poesias mofadas com gosto de álcool.Mais álcool, mais mofo, gozo e meus olhos e ouvidos atentos sorriem para uma clara simplicidade de alma ,explicando assim a vontade de sentir isso de outra maneira